ARTRITE TEMPORAL



Sinônimos:

Arterite temporal ou arterite de células gigantes.

O que é?


Trata-se de uma doença auto-imune (do seu próprio organismo) de etiologia desconhecida, que cursa com cefaléia (em idosos principalmente); geralmente acomete a artéria temporal superficial (artéria que passa nas têmporas), embora esteja relacionada com outras artérias. Artérias de médio calibre sofrem uma alteração inflamatória, com deposição de células ditas "gigantes" e linfócitos (células especializadas do nosso sistema imunológico), com estreitamento da luz da artéria, resultando em isquemia distal (falta de circulação) e estimulação de fibras dolorosas. Quando acontece perda visual deve-se considerar como uma emergência médica.

O que se sente?

Dor de cabeça: cefaléia temporal em idosos
 

Sintomas neurológicos: isquemia (AVC, derrame), perda ou diminuição auditiva, mielopatias neuropáticas (degeneração dos nervos)
 

Claudicação da mandíbula: ao executar a mastigação ou ao falar ocorre dor mandibular por isquemia dos músculos associados, é característico dessa doença e acontece em uma proporção alta de pacientes
 

Sintomas visuais: cegueira transitória ou definitiva ou diplopia (enxergar duplo)
 

Outros sintomas como: perda de peso, polimialgia reumática (dores musculares e nas juntas) aparecem em um quinto dos casos.


Como o médico faz o diagnóstico?

Anamnese e exame físico pela palpação da artéria temporal superficial que deverá estar mais grossa, dolorida e sem pulsação. Exames laboratoriais, como aumento da velocidade de sedimentação (VSG ou VHS), proteína C reativa elevada, fosfatase alcalina elevada. Biópsia de artéria superficial temporal para comprovação e verificação das células gigantes e linfócitos. Angiografia pode ser útil ao diagnóstico.

Como se trata?

Com elevadas doses de corticóides.

Deve-se monitorar as provas de reação inflamatórias (diminuição do VSG, proteína C reativa).

A arterite temporal é autolimitada e o uso de corticóides deverá ser suspenso entre 6 meses a 2 anos.

É preciso atenção e cuidados com o uso de corticóides que podem levar a osteoporose, psicose, hemorragia digestiva.

 

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